quarta-feira, novembro 05, 2008

Was sollen die Nachbarn sagen?

Ler blogues sempre traz aquela vontade de reativar o meu. Mas aí eu acabo percebendo que a correria e a preguiça de continuar interrompem os planos assim que o post termina de ser editado. Uma pena! Eu sempre tento me manter firma e forte nas decisões!
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Era uma vez um macaco chamado Gastão. Ele tentava fazer tudo certo. Mas aí apareceram alguns leões da selva frenética e destruíram algumas percepções boazinhas que o Gastão tinha da vida! Agora o Gastão não tá nem ligando pros vizinhos. Ele quer mesmo é que eles se danem! O macaco, coitado, não consegue agir assim cem por cento do tempo. Ele briga consigo mesmo por querer ser bonzinho. Mas ele tá vendo que os leões estão na frente dele e, por isso, ele precisa agir assim como eles. Mas ele não quer agir assim! Ele queria mesmo é que os leões fossem diferentes! Os leões mentem e enganam o macaco pra roubar comida.O tempo inteiro!

...enquanto isso o Gastão sofre um pouco. Mas no fundo ele tenta impor que os leões são seres malvados. Assim dá pra brincar um pouco de ser malvado! Só brincar!

Tradução do título: "O que os vizinhos vão dizer?"

terça-feira, junho 24, 2008

"O Sentimento dum Ocidental"

(...)E, enorme, nesta massa irregular

De prédios sepulcrais, com dimensões de montes,

A Dor humana busca os amplos horizontes,

E tem marés de fel como um sinistro mar!



Cesário Verde.





...(Re)descobri Cesário Verde! Numa aula de Literatura Portuguesa. Como quem reluta ao fato de ter uma matéria obrigatória aparentemente não muito agradável. É que nunca foi muito: sempre pareceu uma coisa pedante, um tanto intragável. Mas aí surge um programa mais legal, mais interessante. E Cesário Verde é tão cinema. Leiam!

A plasticidade de Cesário é incrível. Acho que foi, dentro da Literatura Portuguesa, a aula mais legal que já tive. Nem há como falar de Petrarca e de outros poetas. Ele descreve as cenas e elas se projetam instantaneamente. É, como disse a Mariana Gouveia, uma escrita sem igual: uma câmera flagrando fragmentos de realidade.

Talvez eu seja mais uma alma moderna (afinal o que ele escreveu está diretamente relacionado com as transformações sociais e econômicas que aconteceram em portugal: as transformações que o capitalismo gerou, a modernização nem tão moderna) que sofre as consequências da massificação, da solidão, da individualidade, dos males e dos benefícios da internet, das dificuldades econômicas e sociais. Ou não! Talvez eu seja só um ser perambulando entre as questões mundanas e profanas, buscando explicação pra isso tudo. E, se Cesário Verde não me responde assim tão claramente, pelo menos me apresenta de forma bonita aquela definição das coisas que parecem difíceis.

Acho que todo mundo pensa diariamente nessas questões. E se vc entra em crise com medo da vida, talvez a gente tenha algo em comum. Se esse medo te impede de aprender e de viver, talvez seja um problema. Aí é bom vc ir atrás de ajuda. Mas se, como acontece comigo, ele apenas suscita sensações interessantes e edificantes, aí é a parte boa de ser um questionador incessante.




Leiam Contrariedades, que é absurdamente lindo: http://www.astormentas.com/din/poema.asp?key=1930&titulo=Contrariedades



A Plasticidade na Poesia de Cesário Verde, de Maiara Gouveia: http://www.revista.agulha.nom.br/ag52verde.htm

sexta-feira, março 28, 2008

Só...

uma sinfonia... andando pra lá e pra cá na minha cabeça. E o mundo parece um imperfeito-perfeito!

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Amor: influenciado por Rogério Sganzerla*

Ouvi aquela sinfonia brilhante.
Conheci aquele sentimento dos loucos.

Aprendi a fazer das nossas cenas
pla-nos se-qüên-cias bem lon-gos:
compassos de luz e sombra.

E numa dessas percepções da freqüência
entendi aquilo que sempre diziam
sobre o anti-fazer das coisas.

Tão além quando se vê
as luzinhas brilhantes.
Ora calmantes,
ora extravagantes.

Dá pra entender agora
porque sentimos essas vibrações:
porque o sentimento
dos loucos.


*pra quem não conhece, o Sganzerla, Rogério Sganzerla, é um cineasta brasileiro. Eu li um livro repleto de entrevistas interessantes dadas por ele. Pra quem não tinha informações sobre cinema brasileiro, ao menos agora eu tenho uma pontinha de iniciação no assunto. Posso discutir um pouquinho, dizer que não sou tão por fora assim. Acho que, na verdade, só quem conhece um pouco do Sganzerla pode entender mais claramente esse poema. ou quem leu o livro! =)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Sentimentos inexoráveis!!!

Ela descobriu que cogitar reações diante das situações da vida é altamente enganador! É um sentimento estranho perceber que tudo o que foi defendido há anos, de repente, é encarado de forma contrária. Absurdamente contrária. Assim, como ela sempre disse que não seria. E agora é.

E ela, às vezes, se sente bem, outras vezes se sente muito mal. A culpa não é dela. Esses sentimentos truculentos que pegam as pessoas sem avisar.

Ele apareceu várias vezes negando tudo o que ele afirma com tanta seriedade, daquela forma extremamente confiável. Ele já esbanjou outras companhias. Ele já esbanjou a distância. Ele já disse que a culpa é dela. Mas não é culpa dela. É culpa de outra coisa, de outra coisa que não ela. E então?

Ela tenta colocar outras coisas na cabeça. Mas é muito mais forte: inexorável. Ela queria não dormir, porque é justamente este o maior problema. Não é um daqueles problemas em que dormir ameniza os fatos. Justamente o contrário! Dormir é a causa-mor dos sentimentos truculentos.

No entanto, ela sente sono. E por mais que ela tente manter os olhos bem abertos, eles se entregam quase que sofregamente. Ela tenta imaginar que está indo pra um caminho seguro, quando na verdade aquele fechar de olhos abre as portas do Inferno.