domingo, maio 27, 2007

Torcida!!!

Ultimamente eu tenho feito coisas legais e sinto que no fundo ainda falta uma coisa. E esse sentimento aparece sempre, como uma forma de aviso. E não é aquele sentimento de que falta alguma coisa como a gente sente sempre em relação à vida. Porque há esse tipo de sentimento, semelhante a um instinto "ganancioso", próprio da vida. Um sentimento de vontade de melhorar, de buscar coisas novas.

Mas não é isso o que eu estou sentindo. É algo bem específico, algo que eu sei o que é. Mas é algo que eu tento esconder de mim mesma. Talvez uma reação ao fato de que isso é uma fatalidade, impossível de voltar atrás ou tentar apagar da cabeça. Eu queria que fosse algo possível. Não, eu não queria. Eu quero.

É algo tão bom e animador. Está certo que algumas horas eu fico confusa e perdida com o resultado ou com a dimensão que isso vem tomando na minha vida. E eu já controlei muito esse tipo de ansiedade. Já tentei impedir sensações semelhantes e bloquear pensamentos pelo simples medo de estar errada. Ou de quebrar a cara também. Não me importo mais. Estou empolgada, vou seguir em frente!

Eu sei que vai parecer meio doido escrever algo aqui que os outros não vão entender, mas é que eu precisava dizer isso pra alguém. Aliás, esse vem sendo um assunto constante. Todo mundo que vive perto de mim deve estar cansado de ouvir a mesma ladainha. Eu peço desculpas, às vezes eu não meço a chatice dos meus assuntos. Também venho aqui pedir que vocês entendam o meu lado: nem sempre vivemos momentos de empolgação contínua. É bem provável que em pouco tempo eu venha aqui descrever algo mais concreto e menos entediante. Só que neste exato momento eu posso apenas explicar parcialmente as coisas.

Sim, essa é a explicação parcial. Todo esse emaranhado de empolgação descrito acima faz parte da explicação. E eu espero aparecer das próximas vezes aqui para contar coisas boas, não algum tipo de decepção. Expectativas a gente cria pra tudo nessa vida. Talvez eu não tenha medido também a bola de neve de expectativas que se tornou essa possibilidade na minha vida. Não quero expôr tudo. Páro por aqui, com todas as cogitações imaginadas por vocês. Vou sim ter expectativas, pois são elas que nos deixam mais animadas.

Finalizo o post. Não sintam-se ofendidos, muito menos alvos de pilhéria. Peço que haja uma torcida grande por esse tão desejado acontecimento. Obrigada e beijos.

terça-feira, maio 22, 2007

Elo

Eu já falei de V. aqui algumas vezes. Se tem uma pessoa nesse mundo que tem um elo extremamente especial comigo é ela. Crescemos juntas e, embora ela seja 8 anos mais nova, temos uma espécie de sexto sentido uma com a outra que só nós duas sabemos explicar! !

V. é uma daquelas pessoas que sabe que pode contar comigo. Assim: quando ela precisar mesmo. Se ela me ligar de madrugada, ela sabe que eu fico acordada pra ouví-la, sem o menor problema de não ter as minhas horinhas de sono! Somos primas e a casa da vó fez com que passássemos parte da infância grudadas à tarde!

Sim, são mundos diferentes. Ela tem 13 anos e eu 21, mas, mesmo assim, parece que quando estamos juntas a idade se equilibra. Somos bem parecidas em muitas coisas. Vejo nela dúvidas e ações que eu tinha quando estava com 13 anos. E, na verdade, tem coisas que eu não vivi ainda e que são questões duplas. É um carinho enorme.*

Não dá pra explicar o que realmente acontece porque é algo abstrato. Completamente. V. me conta tudo, talvez coisas até que a mãe dela não fica sabendo. Ela me liga quando briga com os pais, me ligou quando deu o primeiro beijo, quando tem uma festa e precisa se arrumar, quando lembra de mim e quer apenas dar um oi, quando tá doente...

Foi por isso que eu resolvi escrever isso. Porque ela me mandou uma mensagem no celular dizendo que tá doente e que não foi pra escola, que precisava tanto falar comigo! Foi assim mesmo que ela escreveu!

Se eu fosse espírita ou qualquer coisa do tipo, diria que eu e V. já fomos próximas em vidas passadas. Mas meu ceticismo me leva a crer que não é isso. Só que meu ceticismo é tão grande às vezes que eu questiono o fato de eu ser cética e aí passa pela minha cabeça a idéia de termos tido ligações em vidas passadas. Talvez tenhamos sido duas larvas de goiaba amigas.

Rá, sim, se é pra ser espírita, que eu tenha pelo menos senso de humor. Não preciso acreditar que eu e ela fomos irmãs. Me contento com a idéia de que fomos larvas de goiaba branca. Mas um dia alguém veio e nos comeu. Depois de milhares de anos, entre o umbral, o hospital e todas essas coisas que os espíritas acreditam, nós viramos primas.

Me desculpe se algum espírita estiver lendo o texto e achar que eu sou "contra" os espíritas. Não, na verdade eu não sou contra nenhuma religião. Nem sou tão cética assim. É que lendo Dostoievski e Drummond esses dias eu fiquei com o humor meio obscuro.

Eu tenho milhões de coisas pra contar aqui, mas o tempo e a vontade andam pequeninos.**
Mas, enfim, falar sobre V. é como falar daquela charada do Brás Cubas: decifra-me ou devoro-te! E eu fui devorada, porque eu não sei explicar essa ligação entre a gente. E algumas coisas ficam melhor sem explicação, sem grandes buscas espirituais e sem questões metafísicas. Elas apenas existem.

* todo mundo aqui já sabe que eu AMO crianças.
** eu tenho milhares de estórias novas...só que eu não achei uma forma bonitinha de contá-las. Nem precisa ser bonitinha. É que eu não achei uma forma de contá-las mesmo. Tá sendo mais legal ler Dostoievski. Eu prometo que irei atualizar com coisas mais interessantes

terça-feira, maio 08, 2007

A Poesia

A poesia é a magia,
A fantasia por detrás das palavras,
A música escondida nas rimas,
A etérea felicidade.

Uma sinfonia de euforias
Raras, recentes, remotas;
Sem fotografias concretas difamadas
Que possam desprestigiar as eminências
Das inebriadas fortalezas d´alma

E não é enganar-se, a si próprio,
Acreditar que se entontece
E que se envenena o Espírito
Quando se busca o ermo inexorável
Para florescer a esfinge da alma

Só as espadas da Esperança
Vencem o espanto que reflete no espelho
E fazem do Esplendor o estágio simplório,
Entrelaçando o estopim que estremece a estrutura
E exacerba a exuberante face da fábula real.